quarta-feira, 12 de junho de 2013

A Escolha da Primeira Guitarra


Hoje, falaremos do início de tudo. Você, cansado de tirar riffs do Metallica naquele Di Giorgio antigo, consegue uma verba modesta para comprar sua primeira guitarra. Mas a única coisa que você sabe sobre guitarra, é que as notas estão colocadas da mesma forma que no violão. Aí você vai na loja e todas parecem lindas, boas, cheias de opções e variedades. Então, como escolher a primeira guitarra?

O principal é diferenciar o seu desejo da sua necessidade. Desta forma utilizará bem seus modestos recursos. Qual é a sua necessidade como iniciante nos sólidos? Aprender a palhetar, acostumar com a “pegada” e com as cordas, aprender a diferença das posições de captadores, o timbre que lhe agrada mais, onde usá-los adequadamente, e iniciar o uso da alavanca. Enfim, começar a “pilotar” a guitarra. Nada disso tem regras, você terá que descobrir conforme for se familiarizando com o instrumento.
Talvez na ânsia de ter uma guitarra “igual” a do seu ídolo, a primeira coisa que vem na sua mente é: ponte flutuante (ou, como é conhecida, Floyd Rose). Mas uma guitarra com Floyd Rose, de boa qualidade, é muito cara. Por isso caso encontre uma, dentro da sua faixa de preço modesta, provavelmente não será de boa qualidade, e talvez tenha até mesmo problemas sérios, como braço empenado, trastes desnivelados e a própria qualidade da ponte. No final, você gastará mais ainda num luthier para reparar esses problemas, e em pouco tempo, sua ponte que foi “barata” vai sair cara, pois o desgaste dela não permitirá que se fixe a afinação por muito tempo (se é que algum dia ela fixou). Lembre-se também dos cuidados relacionados a esse tipo de ponte, os quais você provavelmente demorará até se acostumar, ou acabará pagando luthiers pra ficar trocando de corda e regulando. E de início, você nem mesmo usará completamente os recursos dela. A maioria dos iniciantes (e até alguns já um pouco experientes) que compram guitarras com Floyd Rose, não sabem, ou não levam em conta esses aspectos.
visual é claro que tem a sua importância, mas não se esqueça de que o principal é a tocabilidade do instrumento. E o que ela envolve? Basicamente é a relação entre o seu conforto e o estado do instrumento. Veja se o braço é confortável (nem sempre um braço fino é confortável), se a ação de cordas está baixa (se estiver alta, provavelmente o instrumento está com problemas, porque as lojas “regulam” de acordo com a possibilidade do instrumento), se a altura dos trastes lhe agrada e se o corpo é confortável. Toque com ela ligada, não se apresse. Com a afinação padrão (Lá 440Hz), toque em todas as casas com uma força razoável para localizar possíveis trastejos. Teste potenciômetros, chaves e jack. Se possível, leve um amigo que toque a mais tempo, ou que entenda mais do assunto, para observar mais essa questão de ação de cordas, empenação e desnível de trastes, (é um assunto extenso, e que envolve muita coisa, que veremos futuramente).
Muitos procuram guitarras com 24 trastes. É difícil de encontrá-las sem Floyd Rose, mas encontram-se algumas de qualidade, e por um preço mediano, É só procurar cuidadosamente.
Captadores, embora sejam fundamentais, não precisa se descabelar por causa deles. Se comprar bem sua guitarra no geral, com o tempo, você sentirá a necessidade de trocá-los, mas vai levar algum tempo, até lá você já terá tido tempo de juntar uma graninha para comprá-los.
Portanto, não se preocupe tanto com a marca, nem com o status da guitarra (certamente, uma marca muito ruim não preencherá estes requisitos), e sim com o que é necessário para você entrar bem, neste infinito mundo das guitarras. Se você mais tarde, sentir necessidade ou de uma ponte flutuante, ou tarraxas com travas, captadores melhores, um corpo mais confortável, timbres diferentes, é por que você esgotou os recursos da sua guitarra, e está à procura de novos horizontes. Ela cumpriu seu papel e por usar bem sua modesta verba se poupou de “dores de cabeça” desnecessárias para aquela fase.
A base de tudo que foi dito, que serve para qualquer outro instrumento, embora a ênfase tenha sido a guitarra, é: não compre o mais barato por ter mais recursos, nem pague a marca sem saber se vale a pena. Seu instrumento deve sempre acompanhar sua necessidade, e seu conforto, assim economizará dinheiro e problemas.
É isso aí pessoal, espero que tenha ajudado. Perguntas, sugestões, críticas, correções, dúvidas e reclamações, fiquem à vontade para nos enviar.


Fonte: A Escolha da Primeira Guitarra http://whiplash.net/materias/technical/027850.html#ixzz2W2rNAkwQ

Saiba Como Escolher Sua Guitarra (Rafael Bittencourt)


Historia da Guitarra!

Reparei que algumas pessoas sempre procuram o fórum de guitarra para fazer pesquisas sobre a historia da guitarra e nunca encentravam nada completo, agora espero que esse post possa ajudar nossos companheiros estudantes de guitarra a encontrar as respostas de algumas perguntas.

A guitarra teve sua origem nos violões, mas uma longa jornada foi trilhada para que hoje a mesma tivesse as características a que estamos acostumados. A origem principal do violão é a guitarra barroca, sendo que os exemplares mais antigos datam do final do século XVI.
Eram instrumentos pequenos, com braços e corpos bem menores que os dos violões atuais, e parte traseira arredondada, feita pela junção de diversas ripas de madeira, como no casco de um barco. Até o século XVIII, porém, muito pouco aconteceu na evolução da guitarra barroca. Foi nessa época que se começou a usar, de forma mais generalizada, 6 cordas, mesma quantidade que temos hoje.
Foi também nessa época que apareceram inúmeras tentativas de mudanças, com o objetivo de alcançar um design que fosse portátil, prático de tocar e que garantisse um volume sonoro suficiente para apresentações, visto que não existiam ainda métodos eletrônicos de amplificar o som do instrumento. Com isso, apareceram instrumentos bastante interessantes, normalmente mistos entre harpas e o que seria o violão que conhecemos hoje.
No entanto, nenhum dos modelos inventados (e foram muitos...) virou um padrão aceito. Eram modelos pouco práticos de tocar e normalmente possuíam uma construção mais frágil e intrincada do que os violões da época.
No final do século XVIII, o violão (ou guitarra romântica, como é chamado o violão dessa época), já possuía uma caixa de ressonância maior, em forma de "8", fundo plano, e quase sempre com 6 cordas. No século XIX, começaram a surgir violões com uma aparência similar a dos atuais. A caixa passou a ter a parte inferior mais larga, tomando a forma que conhecemos hoje. No entanto, havia ainda diversos estilos de construção, não existindo naquele momento uma arquitetura (sem contar afinação, quantidade de cordas, materiais empregados, etc.) que pudesse ser considerada "universal". Mas, foi no final do século XIX que o violão atualmente utilizado foi concebido, e inclusive podemos dizer que após isso poucas mudanças aconteceram até os dias atuais.

Na Espanha, Antônio de Torres estabeleceu o que seria o padrão de construção do violão clássico feito atualmente, com as cordas de nylon. As alterações de Torres foram realmente profundas: o contorno do corpo tomou a forma atual e o comprimento da escala foi redefinido para 650mm, dando mais tensão às cordas. Com essa nova tensão, foi redefinida a estrutura do tampo e sua sustentação, criando o sistema de "bracing" utilizado até hoje por luthiers e grandes fabricantes. Torres construiu 320 violões (dos quais 66 ainda existem hoje) até 1892, quando faleceu. A contribuição de Torres dada aos violões "clássicos" (equipados com cordas de nylon), ratificou a Espanha como um pólo tradicionalíssimo na construção desse tipo de instrumento (sem falar na guitarra flamenca que, a princípio usada apenas para esse gênero, possui atualmente construção bastante parecida com a clássica, chegando inclusive a serem confundidas em alguns casos).
Apesar das transformações ocorridas com o instrumento na Espanha, no final do século XIX ainda vivia-se sem usufruir da velocidade da informação de um mundo globalizado, e portanto paralelamente ao trabalho de Torres outros esforços eram empreendidos com o intuito de aperfeiçoar o violão.

A principal contribuição neste sentido foi dada por um luthier alemão que, como tantos outros, resolveu cruzar o Atlântico em busca de oportunidades no novo mundo. Christian Friederich Martin não imaginava que sua iniciativa criaria uma marca que ajudaria a escrever a história da música do século XX e definiria um novo padrão na construção de violões de cordas de aço.

Martin foi para os EUA no ano em que foi registrada uma das maiores chuvas de meteoritos de toda a história. Não sabemos se durante a sua longa viagem ele teve a possibilidade de observá-los do convés do navio e fazer algum pedido, mas o fato é que suas criações obtiveram grande sucesso e definiriam o que viria a ser considerado o violão americano, ou como é mais conhecido de todos, o violão de cordas de aço.
Martin estava acostumado a construir instrumentos baseados na tradicional escola européia, altamente decorados e empregando materiais raros como marfim e madrepérola. Logo percebeu que se quisesse ter sucesso na nova empreitada teria que adaptar seu estilo. Afinal, seu mercado potencial era formado basicamente por pessoas modestas, que trabalhavam duro e sem tempo para "pompas e circunstâncias". Usando sua experiência e buscando soluções inovadoras, Martin simplificou os instrumentos, sem contudo abrir mão da qualidade e cuidado na construção dos mesmos. Na prática isso pode ser verificado através da adoção de uma mão simples (onde ficam as tarraxas), de linhas retas e sem adornos, assim como um cavalete também de linhas retas. Também aumentou o tamanho da caixa de ressonância, e aplicou uma de suas maiores invenções: a estrutura do tampo em forma de X, conhecida como "X-bracing". Esta estrutura consiste basicamente em reforçar o tampo internamente com 2 ripas formando um X, garantindo rigidez e durabilidade, mas permitindo liberdade de vibração ao conjunto. No século seguinte, esta estrutura caiu como uma luva no emprego de cordas de aço, suportando a tensão extra das mesmas em relação às de nylon e ainda assim garantindo uma sonoridade forte e precisa. Essa arquitetura de construção virou então o padrão utilizado nesse tipo de instrumento, e é usada até hoje por praticamente todos os fabricantes. Nascia assim o violão de cordas de aço, também chamado de violão folk.
Deve-se ressaltar que Martin não era, de forma alguma, o único nessa época a produzir violões neste estilo. É claro que vários fabricantes prontamente se dispuseram a copiar o desenho de Martin, o que contribuiu mais ainda para que o padrão fosse aceito. Entre estes, podemos destacar a "Lyon and Healy". Fundada por Patrick Joseph Healy e George Washburn Lyon em 1864, produzia instrumentos em grande quantidade e de muito boa qualidade, e sua linha de instrumentos, a Washburn, ainda existe até hoje apesar de uma história cheia de altos e baixos ao longo de todos esses anos.

Nessa época, outras empresas disputavam o espaço com a Gibson no segmento de guitarras de jazz. As principais eram a Stromberg e a Epiphone, criada pelo filho de um imigrante grego, Epaminondas Stathopoulo. Inicialmente denominada "House of Stathopoulo", teve seu nome mudado para "Epiphone Banjo Corporation", em 1928 ("Epiphone" é a combinação de "Epi", apelido de Epaminondas, com "phone", som em grego). Com a morte de Epaminondas em 1940, e com a Segunda Guerra Mundial, a Epiphone enfrentou diversas crises até ser vendida para a Gibson, em 1957.
No entanto, apesar de todas estas inovações, a proliferação das "Big Bands" nos anos 30 colocou a guitarra em uma posição delicada. Por mais bem construída que fosse, seu volume sonoro não conseguia rivalizar com o dos metais e bateria. A idéia de aumentar o volume a partir de agora seria recorrer à eletricidade.
Estava preparado o cenário para o nascimento da guitarra elétrica...

Uma das principais iniciativas nesse sentido foi a do suíço Adolph Rickenbacker, então radicado nos EUA. Rickenbacker fundou em 1925 uma empresa, denominada "Rickenbacker Manufacturing Company". Ao contrário do que possa parecer, Rickenbacker não fabricava instrumentos musicais, mas sim partes de metal para as guitarras tipo "resonator" da National (estas guitarras traziam uma interessante idéia acústica de ampliar o volume de som, mas acabaram por se tornar praticamente um novo instrumento).
A National, na figura do guitarrista e inventor George Beauchamp, também tentava usar a eletricidade para fazer seus instrumentos "falarem" mais alto. Logo no início dos anos 30, Beauchamp e Paul Barth, sobrinho de um dos donos da National, fizeram uma guitarra experimental elétrica, com corpo circular e braço feitos de madeira e com um grande captador eletromagnético. Esta guitarra ficaria conhecida como "Frying Pan" devido à sua aparência, e seria considerada pela maioria a primeira guitarra elétrica construída.
O princípio de funcionamento dos captadores eletromagnéticos é bastante simples, e ainda é utilizado até hoje. Uma bobina é imersa em um campo magnético e conectada a um amplificador. As cordas (obrigatoriamente de material magnetizável – aço) são colocadas para vibrar dentro do campo magnético gerado por esse imã. Essa vibração resulta em uma alteração deste campo magnético, a qual causa uma variação de tensão nos terminais da bobina, que é amplificada e acaba sendo transformada no som que ouvimos. 
O captador da "Frying Pan" era feito de dois grandes ímãs envolvendo as cordas, com uma bobina abaixo deles. Apesar de não ser a guitarra dos sonhos de qualquer guitarrista, Rickenbacker, Beauchamp e Barth fundaram em 1932 a Ro-Pat-In, com o objetivo de produzi-la em série. A Ro-Pat-In mudou seu nome nos anos 30 para Electro String Instrument e em 1934 começaram a produzir guitarras sob a marca Rickenbacker Electro.
Nesta época, a Rickenbacker lançou a linha Electro Spanish, que nada mais era que uma tradicional guitarra acústica de jazz com um captador similar ao da Frying Pan. Apesar das vendas da Electro Spanish não terem sido animadoras, várias empresas haviam percebido que esse era um caminho sem volta. Por isso, em 1936 a Gibson lançou a guitarra "Electric Spanish", modelo ES-150, que seguia a mesma idéia de Rickenbacker: uma guitarra acústica de jazz com um captador montado próximo ao braço. Não é de surpreender que a Gibson já possuísse know-how para um lançamento deste tipo: muitos acreditam firmemente que o famoso engenheiro Lloyd Loar, principal responsável por grande parte das criações da Gibson, havia realizado diversos experimentos (e com sucesso) relativos à eletrificação de instrumentos, enquanto trabalhou na Gibson, de 1919 a 1924. 
Apesar da novidade da captação elétrica, todas essas guitarras tinham uma característica comum, que era a de serem apenas a eletrificação de modelos existentes. Ainda não se ouvia falar em guitarras sólidas, com corpo feitos de madeira maciça.
Em tal momento surgiu em cena Lester William Polfus, também conhecido como Les Paul. Em 1928, então com 12 anos, Les Paul entretinha com sua guitarra os clientes de uma pequena lanchonete. Em suas apresentações, seu público sempre reclamava que não conseguia ouvi-lo. Na tentativa de amplificar seu instrumento, Les Paul instalou um captador de gravador e conectou-o ao rádio dos seus pais, usando o mesmo como amplificador. Apesar dessa solução não ser ideal para grandes ambientes, fez Les Paul pensar na viabilidade de construir uma guitarra sólida, preservando o som original das suas primas acústicas. 
Após anos de pesquisas e tentativas, Les Paul construiu um protótipo que foi chamado de "The Log" (a tora). Ele levou sua criação para apresentá-la à Gibson, onde riram da sua idéia. Les Paul havia aparafusado um braço de guitarra acústica em um pedaço retangular de madeira com 2 captadores e prendido nele as laterais de uma guitarra acústica apenas para que o resultado ficasse parecido com uma guitarra (mal imaginavam os executivos da Gibson que futuramente lançariam guitarras famosas – ES 335, ES 355, etc. – com o mesmo tipo de construção).
A iniciativa de Les Paul não foi a única. Em 1935, Rickenbacker havia lançado um modelo maciço, porém de baquelite, além do modelo "Vibrola", com um inovador (mas primitivo) sistema de vibrato através de motores (essa guitarra era tão pesada que possuía um suporte para que o músico pudesse tocá-la, pois era impossível pendurá-la).
Outros experimentos apareceram, e entre os mais importantes destaca-se a guitarra Bigsby-Travis, de 1948. De todas as iniciativas até então, acredito que era a que mais se aproximava das guitarras que conhecemos hoje. No entanto, sua produção foi restrita a poucas unidades, e portanto não considera-se a Bigsby-Travis um modelo comercial.
No mesmo ano de 1948, George Fullerton uniu-se e Leo Fender para construir uma guitarra que fosse maciça e pudesse ser produzida em massa. Criaram a "Broadcaster", que existe praticamente inalterada até hoje com o nome de "Telecaster". A Broadcaster seria lançada em 1950, e tornar-se-ia a primeira guitarra maciça comercializada em massa, mudando a história para sempre.
Com o sucesso da Fender, a Gibson percebeu que havia dispensado uma grande idéia ao rir da invenção de Les Paul. O próprio Les Paul conta que os executivos da Gibson foram procurá-lo em 1951, e mostraram-se interessados em comercializar uma guitarra desenhada por ele. Incrivelmente, a Gibson não queria colocar seu nome na mesma por temer um fracasso, ao que Les Paul prontamente sugeriu que chamassem a guitarra de Les Paul. E assim foi feito: em 1952 foi lançada a Gibson Les Paul. O sucesso da Les Paul foi tanto que a mesma manteve-se inalterada até 1961, quando foi totalmente reestilizada (no entanto, em 1968 sua versão original foi relançada, atendendo a pedidos).
Todo esse sucesso das guitarras trouxe na carona um lançamento que traria profundas mudanças na música: o baixo elétrico. Em 1951, Fender inovava com o lançamento do baixo Precision. Até então, tocava-se baixo acústico, instrumento pouco portátil e sem trastes. O Precision logo conquistou músicos de country, e até alguns de jazz, como Monk Montgomery, da banda de Lionel Hampton. O Precision possuía o mesmo tipo de construção da Broadcaster: braço em Maple aparafusado ao corpo, um captador, e estética bastante similar à Broadcaster. Possuía também uma escala de 34 polegadas (padrão até hoje e menor que a de um baixo acústico) com trastes.
Mas o melhor ainda estaria por vir. Apesar do sucesso da Telecaster e da Les Paul, ainda não havia aparecido aquela que se tornaria a vedete das guitarras. Em 1954, Leo Fender mais uma vez mudaria a história lançando uma nova guitarra, a Stratocaster. 
A Stratocaster traria várias importantes inovações. Seu corpo possuía um novo desenho, de construção similar ao da Telecaster. Eletricamente, traria uma de suas grandes inovações, através da adoção de 3 captadores de bobina simples (a Telecaster possuía 2) e com uma chave de 5 posições que permitia diversas associações dos mesmos, permitindo portanto uma grande variedade de sons. Seus captadores eram unidades de baixa impedância, com um som mais brilhante e limpo, próximo dos instrumentos acústicos. Todo o circuito elétrico, incluindo os captadores, era montado em uma placa acrílica removível. Isto permitia que o circuito fosse todo montado fora da guitarra e posteriormente instalado na mesma em apenas uma operação, fato típico de uma produção em larga escala. Também foi incorporada uma alavanca de trêmolo, inexistente na Telecaster.
O corpo da Stratocaster era esculpido visando o conforto, com rebaixo para apoio do braço e para a barriga do músico. A Stratocaster logo conquistou os músicos e hoje é até desnecessário listar todos que foram ou são apreciadores dela. Nomes como Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Ritchie Blackmore, Jimi Hendrix, apenas para citar alguns (na verdade, faltaria espaço para listar todos os músicos que são adeptos da "Strato"). A guitarra é produzida com muito sucesso até os dias atuais, e conserva suas características principais praticamente inalteradas. Com esse lançamento, a Fender passava a ser líder isolada no mercado de guitarras maciças e baixos elétricos.
Em 1956, na tentativa de conquistar o mercado dominado pelo baixo Fender Precision, a Gibson lançou seu primeiro baixo elétrico, o modelo EB1. Seu desenho lembrava um violino com corpo de baixo (como o baixo Hofner que Paul McCartney faria famoso na próxima década). Apesar da investida da Gibson, o Fender Precision reinou sozinho até 1957, quando ganhou o desenho que conhecemos hoje e quando Rickenbacker lançou seu primeiro baixo, o modelo 4000, similar ao 4001 usado por inúmeros astros, como Chris Squire (Yes) e Geddy Lee (Rush). Os modelos Rickenbacker possuíam uma construção sólida e um braço inteiriço em oposição ao braço aparafusado dos Precision.
Mesmo com toda a concorrência, a Fender reinou absoluta nos anos 50 e 60 no cenário dos baixos. Os baixos Gibson não eram bem aceitos pelos músicos, apesar de usados por alguns artistas importantes como Jack Bruce (Cream).
Em 1960, apareceria talvez a última grande criação no segmento de baixos e guitarras: o baixo Fender Jazz Bass. Com um desenho arrojado, o Jazz Bass seria a alternativa para os músicos que queriam mais versatilidade de som. O Jazz Bass oferecia 2 captadores single coil e um braço mais estreito que o do Precision. Logo ficou sendo o preferido para jazz e alguns estilos de rock/fusion, enquanto o Precision ficaria famoso no ambiente de pop/rock. O Jazz Bass ajudaria a popularizar o baixo fretless (sem trastes), com seu som mais parecido com um baixo acústico. Para este quesito em particular, o baixista virtuoso Jaco Pastorius teve grande importância, ao arrancar com um alicate os trastes de seu Jazz Bass, transformando-o em um fretless de uma hora para outra (a Fender inclusive lançou uma série especial do Jazz Bass, modelo Jaco Pastorius, onde os baixos saem da fábrica com as marcas de pancadas, arranhões e falhas na pintura exatamente nos locais em que estavam presentes no baixo original de Jaco).
Hoje, quase 50 anos após o que pode ser considerado o último evento realmente expressivo na evolução da guitarra, o cenário já se encontra muito mais diversificado. No mundo inteiro milhares de empresas fazem réplicas de modelos famosos, como Les Paul, Stratocaster, Telecaster, Precision, Jazz Bass, etc., além de novos modelos que surgem constantemente.
A tecnologia permitiu a criação de instrumentos com características modernas de construção. Hoje são testados novos materiais, além da madeira, como resinas de grafite, fibras de carbono, fibras de vidro e muitos outros (os modelos mais caros da Stratocaster, por exemplo, possuem reforços internos ao braço em grafite). 
A parte eletrônica também evoluiu muito. Os captadores magnéticos ainda reinam, porém já existem instrumentos utilizando circuitos ativos, captadores piezoelétricos (que funcionam através da alteração de pressão em um cristal), captadores óticos (que "vêem" a vibração da corda e a amplificam) e tantas outras idéias. Hoje, no momento de rápida evolução em que vivemos, "o céu é o limite", mas acredito firmemente que a guitarra elétrica em sua concepção básica já conquistou definitivamente um lugar no coração e no ouvido de todos nós, e por isso veio para ficar.

domingo, 9 de junho de 2013

Dicas Para Solos Fraseado na Guitarra


Dicas Para Solos!

Lição De Solo De Guitarra: Como Criar Solos De Guitarra Espetaculares


Não é o que tu tocas, mas sim como tu tocas.

Há muitas maneiras de criar solos de guitarra. A maioria dos guitarristas concentram-se sobre “no que tocar” ao invés de se concentrarem em como tocar as coisas. Facto é, que os tons do fraseado (como as notas são tocadas), frequentemente, significam MAIS do que as notas que nós de facto tocamos. Quantas vezes ouviste alguém tocar um solo de guitarra sem muita emoção? Muitas das vezes não havia nada de errado com a escolha de notas. Faltou emoção e interesse ao solo porque o “fraseado” era fraco.

O fraseado de guitarra (Guitar Phrasing) é o aspecto mais importante para criar grandes solos de guitarra, contudo, poucos guitarristas aprendem desenvolver este elemento fundamental no seu tocar de guitarra.

Um das melhores coisas que podes fazer para criares melhores solos de guitarra, é estudares os teus cantores favoritos cuidadosamente. No início dos anos 90 eu comecei a estudar os estilos vocais dos meus cantores favoritos. Eu aprendi a tocar na guitarra todos os pequenos nuances e vibrato do fraseado vocal deles… e o mais importante, os contextos musicais nos quais eles fazem vários fraseados e escolhas de vibrato ao cantar. Os cantores não podem fazer muitas das coisas que nós podemos fazer na guitarra, mas eles podem naturalmente, e sem esforço fazer coisas que não são comuns (mas possíveis) de fazer na guitarra.

Ouve os teus cantores favoritos e nota a diferença entre o fraseado vocal (como eles cantam notas e frases) deles, e o teu fraseado de guitarra (como tu tocas as notas e frases). Depois, escuta cuidadosamente, o modo de como estes cantores constroem as suas frases e compara isso com a maneira como tu crias os teus solos de guitarra. Quando realmente, prestares atenção a isto, provavelmente, farás algumas observações muito boas e poderosas. Esta pode ser que seja uma das melhores lições de solo de guitarra que possas ter. Pode ser uma experiência de abrir os olhos (e ouvidos) que te pode levar a descobrir MUITAS ideias novas que podes usar para criares os teus próprios grandes solos de guitarra.

Agora vamos ter uma lição de solo de guitarra…

Aqui estão três coisas que podes aprender a implementar no teu tocar imediatamente, para que possas fazer melhores solos de guitarra consistentemente.

Vibrato Retardado: Ouve quantos cantores cantam uma nota (sem vibrato no princípio), e só alguns momentos depois começam a aplicar o vibrato. A vasta maioria de guitarristas não faz isto quando solam; ao invés eles aplicam imediatamente o vibrato à nota. Embora, isto também possa soar bem, tornasse repetitivo aplicar imediatamente o vibrato quando o usas. Sendo assim, toca uma nota na tua guitarra, deixa-a soar naturalmente (sem vibrato) por um momento, e depois aplica o vibrato. Além de criar um “estilo de tocar guitarra mais vocal” também podes notar que a nota que há pouco tocaste sustem-se soando por mais tempo (mais sobre isto no vídeo abaixo).

Movimentos Entre Notas: Como sabes, quando tocando notas num piano a habilidade de “dobrar” notas não existe. Frequentemente, os cantores “dobram” as notas em ambas as direcções (acima e abaixo na tonalidade), embora o dobrar a tonalidades mais baixas seja mais comum na maioria dos estilos vocais. Os guitarristas, frequentemente, dobram notas, mas 99% das vezes só dobram as notas para cima (na tonalidade). (mais sobre isto no vídeo abaixo).

Expressão Emocional Intuitiva: Muitas vezes, os cantores manipulam intuitivamente, a tensão e dissonância. Eles cantam a 9ª de um acorde porque cria um sentimento emocional muito específico. A maioria (não de jazz) dos guitarristas tocariam naturalmente a raiz quando compondo um solo de guitarra (especialmente ao término de uma frase). Isto acontece porque os guitarristas estão, tipicamente, pensando em padrões e posições de escalas. Além disso o ouvido está condicionado para achar as notas consonantes no começar e terminar das frases, quando criando (ou improvisando) solos de guitarra. Os cantores não têm que pensar em padrões, ou posições de escalas. Eles só se concentram na sua intuição - a emoção de cada nota que eles cantam. Isto resulta em opções mais naturais para o cantor (comparado a muitos guitarristas inexperientes) nos começos e fins das frases.

Dicas Para Guitarra Base!

Dicas para fazer uma base sólida na guitarra

Em sua rápida passagem de férias pelo Brasil, Grecco Buratto nos cedeu mais uma lição exclusiva sobre como gravar e produzir bases consistentes na guitarra.
Dono de uma sólida carreira e residindo, há 15 anos, em Los Angeles, Califórnia, Grecco já gravou com alguns dos maiores nomes da música mundial, entre eles Earth, Wind and Fire, Pink, Macy Gray, Dionne Warwick, Cristina Aguilera e  George Duke.
Acompanhou astros internacionais como Enrique Iglesias, Anastacia, Andrea Bocelli e Mandy Moore, e lendas do jazz  como Sergio Mendes, Airto Moreira e Flora Purim.
Como compositor, criou músicas para seriados de TV ("Dawson’s Creek",  "Jack and Bobby", "Everwood"  e "Brothers and Sisters") e gravou  trilhas sonoras para cinema ("Miami Vice", "RV", "Woman On Top").
Atualmente ele acompanha a cantora canadense K.D. Lang.
Confiram, no artigo a seguir, as dicas de Grecco Buratto e não deixem de assistir ao vídeo, que vai ilustrá-las melhor:
Dicas e conceitos de gravação de guitarra por Grecco Buratto

"Olá  amigos do Palco Principal,

Quero falar hoje um pouco mais sobre o assunto abordado no vídeo, ou seja, sobre a importância de vestir a melodia, por assim dizer, de fazer a cama para que a melodia brilhe e se destaque, sendo ela o ponto principal de uma composição. 
Como falei no vídeo, o primeiro passo é escutar a música! Infelizmente, constato que  um grande número de  músicos, apesar de serem profissionais, não sabem ouvir, ou às vezes não querem ouvir! 
Às vezes queremos usar imediatamente os acordes, arpejos, escalas que  estamos estudando, ou o pedal de efeito novo que comprámos, mas, na nossa euforia, esquecemos que talvez eles não tenham nada a acrescentar para a música que estamos gravando.
Então, volto ao primeiro passo: Escute o que a música pede! Ao escutar a canção, localizo  a região onde  se encontra a melodia. Depois disso, volto a escutar a música, para entender o que os outros instrumentos estão tocando, observar as frequências que eles estão ocupando. Baseado nisso, sigo em frente.
Um conceito que me foi ensinado pelo baixista Jerry Watts é o de Forward Motion, ou seja, Movimento Propulsor. Isso quer dizer que as partes da música devem ser conectadas com a sensação de que se está indo para frente. Por exemplo, a tensão que aumenta ao irmos do primeiro para o segundo verso, do refrão para a ponte, ou  que se resolve quando passamos do verso ao  refrão de uma música. E, para que possamos utilizar essa ferramenta, é muito importante estarmos em dia com o metrônomo, sabermos colocar-nos em cima dele ou, às vezes, dependendo da música, estilo, ou gosto do produtor, um pouco atrás ou um pouco à frente dele. 
Lembro-me de uma gravação em que o baterista estava colocando ênfase em tocar relaxadamente oulaid back e eu fiquei super frustrado com isso, porque, até então, estava acostumado a querer colocar-me com o metrônomo. Ao voltar pra casa, após a sessão, comecei a praticar violão base com metrônomo, para não passar pela mesma situação outra vez.  
Voltando ao nosso tópico, após escutar a música e conversar sobre o que o artista quer dizer, qual o sentimento que ele quer invocar, eu começo a gravar e, às vezes, pelo refrão, porque sei que dinamicamente será a parte com o  maior volume da canção. 
Terá, também, mais partes de guitarra. Após gravar os refrões, passo aos versos, tomando cuidado para as partes de verso levem naturalmente ao refrão. Como falei antes, o Movimento Propulsor é a chave! 
Claro que tudo isso que acabo de dizer depende da canção, do produtor, da maneira como se está gravando a canção. O ritmo da gravação é ditado por outros fatores e é, então, necessário estar muito concentrado, pra poder ir em qualquer direção sem prejudicar o resultado final. 
A melhor maneira de lidar com isso é perguntar. Uma prática comum em sessões é conversar a respeito da música, esclarecer os acordes, as partes e secções da música, a partitura, enfim, tudo o que possa atrapalhar uma vez que se começa a gravar. 
Depois de feito isso, em poucos passos se grava a performance final. Sempre me lembro de uma gravação que fiz com o Robben Ford, em que me impressionou o fato de ele perguntar ao compositor tudo o que não sabia sobre a canção, inclusive que escalas usar em determinados acordes. Após esclarecer todas suas dúvidas, nós gravamos dois takes e ele fez um solo lindo de guitarra e de primeira!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pedais e Efeitos

Pedais e efeitos


        A intenção dessa relação é mostrar o básico de cada efeito. Os áudios aqui disponíveis são apenas uma referência (exemplos da BOSS), pois além da marca do pedal, da guitarra, e do amplificador, ainda existem variações de regulagem de todos esses itens, e da gravação também! 
       A tecnologia oferece novidades a cada dia, e temos produtos onde encontramos vários desses efeitos juntos ("processadores de efeitos"), ou podemos comprá-los separadamente formando assim uma "pedaleira". A descrição de cada efeito serve apenas para tentar explicar algum detalhe, pois é mais fácil ouvir os exemplos. Geralmente em revistas e pela Internet temos os "Setups" de guitarristas famosos, aonde temos todo o equipamento utilizado, e como é conectado, servindo como referência para tirar o som desejado. 
      Críticas, comentários e sugestões são bem-vindos! Para visualizar as imagens em tamanho real, arraste-a para a barra de endereços do browser.       
       Valeu! 
Efeito
Fotos
Áudio (MP3)
Descrição
Chorus
Poderiamos dizer que dá um "brilho", que adiciona uma dimensão sonora. Muito usado na década de 80 e em música pop. Tecnicamente, este tipo de efeito adiciona ao som original o mesmo som após um pequeno atraso, que varia no tempo. A diferença entre Flanger e Chorus é o alcance das velocidades de oscilação. Alguns amplificadores também possuem esse recurso.
Compressor / Sustain
O Compressor comprime sinais altos e aumenta sinais baixos de entrada, na intenção de regular as horas em que o guitarrista toca uma nota mais alta que outra, ou seja, altera níveis de ganho. A desvantagem é que gera ruído, mas pode ser suprimido com o Noise Supressor, Noise Gate, etc.  Esse efeito faz com que uma nota possa durar bem mais do que o limite do instrumento. Muito útil!
Delay
É o efeito de eco que se pode aplicar à entrada do som. O delay contém regulagens como tempo do eco, quantidade de eco, e "força" do eco.
Equalizer
Este tipo de efeito permite ajustar a sonoridade (tonalidade) e a potência de saída do instrumento. É aqui que controlamos os mínimos detalhes de cada frequencia. Nos gráficos, você pode controlar a quantidade de graves e agudos.
Expression
breve
Esse efeito permite subir a afinação da guitarra em até 2 oitavas dependendo do modelo. Muito usado por Satriani. Serve também para controlar o volume e em alguns casos de processadores de efeito, controlam o wah-wah.
Flanger
Podemos dizer que é um efeito que "adiciona dimensão sonora", ou seja, é como se a guitarra entrasse num "tubo de vento", e foi muito utilizado na década de 80.
Noise Supressor
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Elimina ruídos e "hummys" do sinal de entrada, preservando o timbre original do som.
Octaver
Esse efeito dobra a nota executada, parecendo que existem 2 guitarras tocando em oitavas diferentes. O áudio do exemplo é da ONERR.
Pitch Shifter
breve
Esse efeito permite dobrar a guitarra em intervalos, dando a impressão de ter 2 guitarristas tocando. Existem os Pitchs inteligentes nos quais você diz qual escala está usando, e os não-inteligentes que dobram sem respeitar o intervalo da escala, apenas pela nota tocada.
PowerSuply
breve
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Pedal que distribui força para alimentar outros pedais, facilitando e reduzindo a quantidade de fontes e fios. 
Reverb

 
O efeito de reverberação simula o som de uma sala, ou dos ladrilhos de um banheiro por exemplo. Geralmente usamos o reverb sempre ligado e discreto! Alguns amplificadores também possuem este recurso. Este efeito pode ser comprado em formato de pedal ou rack.
Tremolo
Esse efeito foi muito usado na década de 70, e alguns amplificadores também possuem esse recurso.
Tuner
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Pedal que mostra a afinação da guitarra.
Wa-wa
Este pedal ficou muito famoso devido ao modelo Cry-baby (usado por Hendrix, Eric Clapton). Muda a frequencia de graves e agudos de forma tão rápida, que parece que a guitarra "fala". Geralmente é um pedal no formato de um acelerador de carro, e precisa de um toque inicial com o pé para iniciar o efeito. O modelo "BadHorsie" de Steve Vai (marca Morley), possibilita o acionamento do efeito sem o toque inicial, porém para desativar o efeito é necessário aguardar 1 segundo. Existem modelos de wah-wah automático, aonde permite regular o tempo e a "profundidade" da frequencia.
Interface MIDI para guitarra
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Já que estamos falando de efeitos, vale lembrar desse recurso, que além de permitir enviar notas no formato MIDI para o computador, simula o som de qualquer outro instrumento através da guitarra.




Distorções: O efeito de distorção é a saturação do som. Quando o nível de entrada se torna muito elevado o sinal fica distorcido. Distorção e Overdrive são os dois modos em que estes efeitos podem ser feitos e podem gerar harmônicas de alta-frequência. A distorção é a personalidade do guitarrista, porque em alguns segundos, você já reconhece quem está tocando. Tem haver com o tipo de som que vai levar (pop, heavy, rock, etc) e existem milhares de técnicas para regular uma distorção. A maioria dos amplificadores também possuem esse recurso. Como a intenção não é a de fazer propaganda ou influenciar para nenhuma marca, novamente lembro que essas são apenas exemplos para mostrar alguma referência. Em breve teremos aqui outras marcas. Vamos ouvir alguns exemplos:
Efeito
Áudio (MP3)
Descrição
OverdriveOD-3OD-3 + Distortion
OD-3 + Fender Twin
OD-3 + Marshal
Distorção "light". Lembra Mark Knopfler (Dire Straits), Eric Clapton, B.B.King, ...
Turbo DistortionDS-2
DS-2 + Marshall
Distorção suave com "boost" nos médios, excelente para solos. Lembra Satriani, Malmsteen, Steve Vai, Van Halen, ...
Mega Distortion / Metal ZoneMD-2 D
MD-2 E
MD-2 F
MT-2
MT-2 + Fender Twin
Distorção mais pesada que o Turbo Distortion, com ganho adicional de boost. Lembra Sepultura, Metallica, ...
Lembrando que:
- A espessura da corda bem como a afinação influenciam o timbre da guitarra. 
- Efeitos de distorção mudam imensamente conforme o tipo específico de captador, como por exemplo, single coin (bobina única) ou humbucking (bobina dupla).
- O controle de timbre da guitarra ajuda a variar os efeitos de distorção
- A posição do captador também conta. O captador perto do braço produz um som mais "macio" e "cheio", enquanto o captador perto da ponte produz um som mais "ardido".
- A qualidade do cabo afeta a qualidade do som.
- O volume do amplificador e o controle de timbre são cruciais para conseguir o seu som.
- As características do som do amplificador dependem não apenas do sinal de saída, mas também do gabinete do alto-falante.




Processadores de EfeitosSão módulos que contém vários efeitos disponíveis. Apenas alguns exemplos:
Efeito
Foto
Descrição
BOSS GT-6
Conversores de 24 bit e saída digital coaxial de áudio proporcionando maior qualidade nas gravações 30 modelos de amplificadores COSM, mais novo Distortion/Overdrive Pedal Modeling (15 tipos) e Wah Modeling (5 tipos) 340 programas - mais do que qualquer outro pedal em sua categoria Função Customize para a criação de novos tipos de amplificadores, distorção e pedais de wah Controle fácil no estilo analógico: 15 knobs para edição dos parâmetros mais utilizados O novo efeito "Uni-V" cria efeitos únicos de vibrato com phase shifting O novo efeito "De-Fretter" simula o som de uma guitarra fretless. O efeito Feedbacker melhorado utiliza a modelagem para criar sons autênticos de feedback controláveis a qualquer volume Característica EZ Tone para a criação de patches personalizados baseando-se em 30 templates 8 tipos diferentes de saídas à escolha do usuário como JC-120, Combo Amp, Amp Stack e mais Pedal de Expressão e pedais de Controle incorporados para controle em tempo real de efeitos.
   
Zoom 3030
VÁRIAS DISTORÇOES, AMPLI SIMULADORES, PIT SHIFTER, WAH WAH, DELAY, CHORUS, PEDAL DE EXPRESSÃO, E VÁRIOS OUTROS EFEITOS
   
Korg AX100G
- 63 tipos de efeitos diferentes de modelagem.
- Você pode usar até 7 efeitos simultaneamente.
- Dois canais selecionáveis por Programa.
- 80 Programas Multi-Efeito (40 presets e 40 do usuário).
- Possui Pedal de Expressão embutido, podendo controlar vários parâmetros de 23 efeitos como Wah, Chorus, Flanger, Volume, permitindo ainda que você adicione microfonia em tempo real sem necessitar de grande volume para produzir este efeito.
- Distorções, overdrivers e sons limpos baseados em modelagem REMS que reproduz sons de amplificadores e gabinetes famosos.
- Inclui efeitos tradicionais como delay, wah, flanger, chorus, tremolo e muitos outros além de Pitch Shifter Inteligente.
- A função Sample & Play permite gravar até 6 segundos de uma frase, e você pode tocar junto paar criar grooves e outros efeitos.
- A função Phrase Sampler permite gravar até 8 segundos de um CD, ou mesmo de um trecho tocado pela sua guitarra para que você possa checar frases e outras partes da música. Isso é facilitado com o recurso que permite reproduzir a gravação 25% mais lenta sem alterar a afinação.
- Estão disponíveis 50 Patterns de bateria contendo ritmos diversos que vão do Rock ao Jazz, do Funk ao Dance, e mesmo metrônomo, tudo para facilitar a prática e ajudar você a criar novas músicas.
- Possui afinador cromático automático.


Marcas disponíveis no mercado: Boss (Roland)IbanezYamahaZoomOnerrDigitechKorg, ...

Slash Vs Tom Morel (Comentem..)


Tipos de Guitarra mais populares!

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