domingo, 9 de junho de 2013

Dicas Para Guitarra Base!

Dicas para fazer uma base sólida na guitarra

Em sua rápida passagem de férias pelo Brasil, Grecco Buratto nos cedeu mais uma lição exclusiva sobre como gravar e produzir bases consistentes na guitarra.
Dono de uma sólida carreira e residindo, há 15 anos, em Los Angeles, Califórnia, Grecco já gravou com alguns dos maiores nomes da música mundial, entre eles Earth, Wind and Fire, Pink, Macy Gray, Dionne Warwick, Cristina Aguilera e  George Duke.
Acompanhou astros internacionais como Enrique Iglesias, Anastacia, Andrea Bocelli e Mandy Moore, e lendas do jazz  como Sergio Mendes, Airto Moreira e Flora Purim.
Como compositor, criou músicas para seriados de TV ("Dawson’s Creek",  "Jack and Bobby", "Everwood"  e "Brothers and Sisters") e gravou  trilhas sonoras para cinema ("Miami Vice", "RV", "Woman On Top").
Atualmente ele acompanha a cantora canadense K.D. Lang.
Confiram, no artigo a seguir, as dicas de Grecco Buratto e não deixem de assistir ao vídeo, que vai ilustrá-las melhor:
Dicas e conceitos de gravação de guitarra por Grecco Buratto

"Olá  amigos do Palco Principal,

Quero falar hoje um pouco mais sobre o assunto abordado no vídeo, ou seja, sobre a importância de vestir a melodia, por assim dizer, de fazer a cama para que a melodia brilhe e se destaque, sendo ela o ponto principal de uma composição. 
Como falei no vídeo, o primeiro passo é escutar a música! Infelizmente, constato que  um grande número de  músicos, apesar de serem profissionais, não sabem ouvir, ou às vezes não querem ouvir! 
Às vezes queremos usar imediatamente os acordes, arpejos, escalas que  estamos estudando, ou o pedal de efeito novo que comprámos, mas, na nossa euforia, esquecemos que talvez eles não tenham nada a acrescentar para a música que estamos gravando.
Então, volto ao primeiro passo: Escute o que a música pede! Ao escutar a canção, localizo  a região onde  se encontra a melodia. Depois disso, volto a escutar a música, para entender o que os outros instrumentos estão tocando, observar as frequências que eles estão ocupando. Baseado nisso, sigo em frente.
Um conceito que me foi ensinado pelo baixista Jerry Watts é o de Forward Motion, ou seja, Movimento Propulsor. Isso quer dizer que as partes da música devem ser conectadas com a sensação de que se está indo para frente. Por exemplo, a tensão que aumenta ao irmos do primeiro para o segundo verso, do refrão para a ponte, ou  que se resolve quando passamos do verso ao  refrão de uma música. E, para que possamos utilizar essa ferramenta, é muito importante estarmos em dia com o metrônomo, sabermos colocar-nos em cima dele ou, às vezes, dependendo da música, estilo, ou gosto do produtor, um pouco atrás ou um pouco à frente dele. 
Lembro-me de uma gravação em que o baterista estava colocando ênfase em tocar relaxadamente oulaid back e eu fiquei super frustrado com isso, porque, até então, estava acostumado a querer colocar-me com o metrônomo. Ao voltar pra casa, após a sessão, comecei a praticar violão base com metrônomo, para não passar pela mesma situação outra vez.  
Voltando ao nosso tópico, após escutar a música e conversar sobre o que o artista quer dizer, qual o sentimento que ele quer invocar, eu começo a gravar e, às vezes, pelo refrão, porque sei que dinamicamente será a parte com o  maior volume da canção. 
Terá, também, mais partes de guitarra. Após gravar os refrões, passo aos versos, tomando cuidado para as partes de verso levem naturalmente ao refrão. Como falei antes, o Movimento Propulsor é a chave! 
Claro que tudo isso que acabo de dizer depende da canção, do produtor, da maneira como se está gravando a canção. O ritmo da gravação é ditado por outros fatores e é, então, necessário estar muito concentrado, pra poder ir em qualquer direção sem prejudicar o resultado final. 
A melhor maneira de lidar com isso é perguntar. Uma prática comum em sessões é conversar a respeito da música, esclarecer os acordes, as partes e secções da música, a partitura, enfim, tudo o que possa atrapalhar uma vez que se começa a gravar. 
Depois de feito isso, em poucos passos se grava a performance final. Sempre me lembro de uma gravação que fiz com o Robben Ford, em que me impressionou o fato de ele perguntar ao compositor tudo o que não sabia sobre a canção, inclusive que escalas usar em determinados acordes. Após esclarecer todas suas dúvidas, nós gravamos dois takes e ele fez um solo lindo de guitarra e de primeira!

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